Um dos seis enviados especiais da Organização Mundial da Saúde (OMS) destacados para a pandemia da Covid-19, teceu ‘rasgados’ elogios à resposta da Suécia à crise de saúde pública, considerando que este é um modelo que outros países deveriam seguir a longo prazo, avança a agência ‘Bloomberg’.

David Nabarro disse numa entrevista a uma estação de rádio da Nova Zelândia: «Para todos os países, a verdadeira abordagem que devemos procurar é observar o comportamento adoptado em todos os locais». Para o responsável a chave é criar uma estratégia sustentável e confiante, apontando a Suécia como um exemplo.

A nação nórdica impôs muito menos restrições de circulação do que outras e, em vez disso, confiou nos suecos para agirem com responsabilidade e seguirem as directrizes estabelecidas pelas autoridades de saúde do país. «Na Suécia, o governo pôde confiar no público e o público pôde confiar no governo», acrescentou Nabarro.

A taxa de mortalidade de Covid-19 na Suécia é consideravelmente mais alta do que em muitos outros países, de 57 mortes por 100 mil habitantes, contudo o ritmo de novas infecções e mortes diminuiu acentuadamente desde o final de Junho, o que levou a agência nacional de saúde sueca a propor o aumento do limite pessoas em reuniões públicas, de 50 para 500.

Em contraste, outros governos ao redor do mundo estão novamente a impor medidas mais rigorosas na sequência de um ressurgimento de casos. Nabarro descreveu um bloqueio como «um instrumento contundente» que «realmente afecta o sustento de todos, sobretudo dos mais pobres e de pequenas empresas».

Em resposta às observações do enviado, o director-geral da agência de saúde pública da Suécia, Johan Carlson, disse numa entrevista ao jornal Svenska Dagbladet : «Somos um dos poucos países com propagação limitada da infecção, ao contrário outros da Europa onde a infecção está a regressar rapidamente».

A Suécia regista actualmente 84.789 casos de infecção da Covid-19 e ainda 5.808 vítimas mortais. A nível global a pandemia já infectou mais de 25,2 milhões de pessoas, matando cerca de 846 mil em 196 países territórios, segundo dados oficiais da Universidade Johns Hopkins nos Estados Unidos.