Como vemos a evolução do vírus SARS-COV2?

Considerando toda a ciência e medicina produzida ao longo do ano os dados hoje são bastante menos assustadores que os dados iniciais. Tanto a taxa de letalidade como a taxa de mortalidade, assim como o infection rate e a demografia dos cidadãos que faleceram devido ao Covid-19 mostram um vírus e uma doença bastante menos impactante que inicialmente prevista.

Qual a nossa perspectiva sobre a abordagem à pandemia?


Analisando os dados actuais, e medindo os benefícios versus impactos das medidas em cima da mesa, consideramos que muitas medidas – como os lockdowns – são excessivas e geram mais problemas que soluções (desemprego, contração do PIB, falências, destruição do tecido social, etc). Defendemos um foco nos grupos de risco e a máxima abertura da sociedade de modo a que seja possível sustentar a protecção dos grupos de risco. Medidas como o distanciamento, utilização de máscaras por sintomáticos, regras para grandes eventos e concentração de pessoas, etc. são importantes mas antes de mais defendemos um reforço no SNS em termos de meios e recursos – que possam garantir o tratamento a todos os doentes covid e não-covid.

Como vemos a gestão da pandemia em termos dos Direitos e Liberdades dos cidadãos?


Se de um lado há a necessidade de proceder a medidas sem precedentes, por outro é fundamental garantir que a Constituição Portuguesa e os Direitos e Liberdades dos cidadãos são respeitados. Defendemos uma maior responsabilização do cidadão através de uma comunicação clara das entidades competentes em termos de recomendações e comportamentos a adoptar. Não defendemos o caminho da repressão e da imposição, cidadãos informados e conscientes assumem uma cidadania responsável e consciente.

Como vemos o comportamento dos media e das redes sociais?


Sentimos uma profunda falta de debate e pluralidade na media, onde diversas medidas deviam ser debatidas relativamente aos benefícios versus impactos. A visão dos benefícios e impactos das medidas não se resume ao quadro médico, urge o envolvimento de todos os sectores da actividade num debate aberto. Só se consegue um cidadão informado e consciente numa democracia através do diálogo. Relativamente aos media e dada a polarização do tema, o debate tem sido demasiado emotivo, agressivo, pouco racional e com poucos resultados. Urge trazer tranquilidade para um tema que tem de ser tratado com a máxima seriedade – a bem dos grupos de risco que todos queremos proteger.

Como vemos a abordagem do Governo na gestão da pandemia?


Consideramos que a abordagem do Governo não tem respeitado as liberdades e direitos dos cidadãos, que tem sido privilegiado uma postura mais autoritária que pedagógica. O movimento defende maior transparência nas tomadas de decisões, mais e melhor processamento dos dados públicos, e um envolvimento da sociedade civil de modo a que os cidadãos participem no caminho que temos pela frente de forma consciente e informada.