Falando em desrespeito pelas liberdades consagradas na Constituição e em consequências desastrosas nos países onde já vigoram as medidas conhecidas no fim-de-semana, o movimento cívico pede mais foco no reforço da saúde e menos restrições à movimentação.

A Plataforma Cívica Movimento XXI condena veementemente as medidas aprovadas no Conselho de Ministros extraordinário de dia 7 de novembro, apelidando-as de “desproporcionais”.

Em comunicado, a plataforma questiona os fundamentos científicos em que assentam as decisões do Governo, lembrando que, nos países em que vigoram já medidas do género, os efeitos têm sido “desastrosos, do ponto de vista sanitário, social e económico”, nomeadamente o recolher obrigatório.PUBLICIDADE

O movimento lamenta a falta de reforço no Serviço Nacional de Saúde (SNS), realçando que “o SNS, durante 2020, perdeu recursos humanos e não foi reforçado para impedir o colapso recorrente durante a época gripal, mas particularmente grave em tempos de pandemia”.

Assim, para a plataforma a decisão de “parar a sociedade soma prejuízos materiais e humanos muito superiores aos benefícios” e, portanto, esta expressa a sua “solidariedade com todos os comerciantes, lojistas, empresários e demais trabalhadores” afetados pelas medidas “que violam os direitos, liberdades e garantias dos portugueses”.

A Plataforma Cívica Movimento XXI pretende, de forma apartidária e independente, apelar ao Governo para que faça uma gestão adequada e equilibrada da crise pandémica, uma que garanta a liberdade e os direitos fundamentais dos cidadãos. O manifesto do movimento cívico foi assinado por mais de 500 subscritores.PUBLICIDADE

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